O Bloco de Esquerda questionou ministra da Saúde sobre a internalização do serviço de radiologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM). Depois de ter reunido com a administração da ULSAM, o deputado Moisés Ferreira questionou Marta Temido na audição da comissão parlamentar de Saúde, defendendo a contratação dos profissionais do serviço de radiologia que, desde 2004, tem sido concessionado a empresas privadas.

Os trabalhadores deste serviço manifestaram-se, recentemente, em frente ao Hospital de Viana do Castelo a reclamar a sua contratação pela ULSAM, alegando que as diferenças salariais chegavam a 500 euros em relação aos funcionários públicos da unidade de saúde.

“A concessão a privados deve cessar e há agora a oportunidade de começar a fazer esse caminho. O Bloco de Esquerda sabe que cinco médicos radiologistas já se dirigiram formalmente à Administração da ULSAM manifestando sua disponibilidade e vontade para integrar esta Unidade Local de Saúde e trabalhar no SNS. Três destes médicos estarão já a trabalhar temporariamente na ULS ao abrigo de procedimentos temporários e excecionais criados para responder à epidemia. Há, para além dos médicos radiologistas, vários técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que há muito tempo são colocados nos hospitais de Viana do Castelo e de Ponte de Lima pela empresa concessionária que estão também disponíveis para integrar o SNS e reforçar assim a resposta de radiologia da ULSAM”, lê-se no enunciado da pergunta enviada à ministra. “Face esta situação o Governo tem de fazer uma coisa: autorizar de imediato a contratação sem termo de todos estes profissionais, de forma a construir na ULSAM uma resposta própria e internalizada na área da radiologia. Não há agora nenhuma razão ou desculpa para continuar a concessionar um serviço que é essencial à ULSAM e aos utentes”, defende o Bloco, frisando que a contratação destes profissionais corresponde ao cumprimento da Lei de Bases da Saúde.

Face a isto, o Bloco quer saber se o Governo vai autorizar a contratação definitiva dos médicos radiologistas que manifestaram a disponibilidade de integrar o SNS trabalhando na ULSAM, se vai também contratar os vários técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que são colocados na ULSAM por uma empresa concessionária em situação de extrema precariedade e quando acontecerão essas contratações.