Teatro do Noroeste apresentou programação completa para 2021 em novo site

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O Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana do Castelo (CDV) apresentou, pela primeira vez, a programação completa para 2021 através do novo site do Teatro Municipal Sá de Miranda. A apresentação contou com a presença de responsáveis do Teatro Nacional de S. João, revelando que será criada uma parceria futura com a companhia de teatro vianense. O evento terminou com o regresso de Ana Bacalhau aos palcos depois da interrupção forçada pela pandemia. A cantora mostrou-se muito feliz por regressar a Viana e presenteou o público com três temas inéditos do seu novo CD.

Com a sala de espetáculos de Viana do Castelo composta, a presidente do Centro Dramático de Viana do Castelo, Elisabete Pinto, começou por agradecer o apoio da Câmara Municipal, do Teatro Nacional São João e do público vianense. “Merecemos a confiança do nosso público porque, nos momentos mais difíceis, continuam a comprar bilhete. Enchemos a sala nas noites mais difíceis, quando dizíamos que mais um espectáculo era uma balão de oxigénio. Obrigada Viana”, reconheceu, adiantando que, em 2021, a companhia faz 30 anos como residente do teatro municipal. “Que no próximo ano possamos ter a tranquilidade e a paz que todos merecemos. Esperamos que para o ano as salas se encham de público, palmas e calor humano”, terminou.

O diretor artístico do Teatro Noroeste – CDV, Ricardo Simões, enalteceu o trabalho “conjunto” que tornou possível o projeto. “A partir deste momento, a programação está disponível online e, numa parceira com o CDV e a Câmara Municipal, podem adquirir e reservar bilhetes”, anunciou, acrescentando que a programação para 2021 é “bastante vasta”. “Convido-vos ainda a visionar um dos nossos espetáculos que fizemos online. Podem vê-lo a partir das vossas televisões através do aluguer ou compra dos espetáculos. Estamos muito felizes. Este é só apenas o início. Obrigada a todos e viva o teatro!”, terminou.

A vereadora do património e equipamentos culturais, Carlota Borges, referiu que, pela primeira vez, apresentou-se a programação de um ano inteiro do Teatro Municipal Sá de Miranda. “Foi um trabalho duro entre a Câmara Municipal e o Teatro Noroeste. Esta é uma parceria interessante e que vai dar os seus frutos”, revelou, frisando que a companhia tem levado o nome da cidade “muito longe”. “Obrigada pelo vosso trabalho. O Teatro Noroeste é uma peça muito importante para este teatro. Que para o ano, possamos ajudar-vos a dar um salto na cultura porque, este ano, foi muito difícil para todos. No entanto, o público correspondeu. Tivemos salas não repletas, mas compostas”, afirmou.

Já o presidente da Câmara Municipal, José Maria Costa, lembrou que o teatro municipal cumpre 135 anos de existência. “Fizemos todos um exercício de aprofundamento do que é conservação, planeamento e, acima de tudo, a criação de redes. Vamos, através de um protocolo, entrar em rede. Hoje, a atividade cultural é muito importante nas redes porque nos vai facilitar a cooperação e trabalhos conjuntos”, disse, agradecendo ao Teatro Nacional São João “por ter confiado” em Viana do Castelo. “Esta rede na área do teatro é importante para conseguirmos continuar a desenvolver o processo criativo, mas também trocas de experiências mais profundas em outras áreas“, salientou. O autarca terminou a intervenção deixando “uma palavra de apreço ao CDV porque soube reinventar-se”.

O presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional São João, Pedro Sobrado, expressou “o apoio, a alegria e o entusiasmo” pelo trabalho que o Teatro Noroeste está a desenvolver em Viana do Castelo. “O Teatro Nacional São João reconhece a idoneidade institucional e artística deste teatro. Acreditamos que temos um caminho em conjunto para fazer e, por isso, queremos participar no projeto de crescimento e renovação do Teatro Noroeste”, referiu.

Já o diretor artístico do Teatro Nacional São João, Nuno Cardoso, demonstrou “a extrema alegria” em celebrar “a validade do teatro e da companhia”. “Uma das minhas lições de vida, deste ano, foi que espaços destes, mesmo com algumas cadeiras vazias, são espaços de solidariedade, transmissão de conhecimento, sentimento e riqueza. São dos poucos espaços que, no meio desta desgraça toda, ainda nos faz ter um pouco de alento e sonho para que, quando isto desapareça e vai desaparecer, sejamos uma sociedade mais justa”, disse, terminando: “Um bom ano de boas-vindas a este teatro e quiçá com uma produção do Teatro Nacional São João. Uma plateia de teatro é sempre igual em qualquer lado. Este é um espaço de cidadania e comunidade, e comunidade e cidadania não tem geografia.”