Ministério Público pede absolvição de Júlia Paula

O Ministério Público (MP) pediu a absolvição da ex-presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa, e dos restantes 19 arguidos acusados de prevaricação, por alegadamente promover concursos públicos para a contratação de pessoal com vencedores anunciados. A leitura da sentença ficou marcada para dia 7 de junho, às 14 horas.

O julgamento da social-democrata Júlia Paula Costa e mais 19 arguidos começou em janeiro. Na primeira sessão, a ex-autarca negou ao tribunal qualquer intervenção em nove concursos públicos para contratação de pessoal para departamentos da autarquia, garantindo que homologou os processos de acordo com a lei em vigor.

“Em 12 anos de governação nunca indiquei ninguém para nenhum lugar, nunca designei, nem alterei nenhum membro do júri do concurso que a secção de pessoal tivesse escolhido. Nunca fiz isso em momento nenhum”, afirmou, na altura, Júlia Paula Costa.

“Nunca vi uma prova na minha vida. (…) A secção de pessoal apontava as pessoas com mais perfil para integrar o júri de um determinado concurso. O documento com a composição do júri era-me colocado na secretária e eu assinava por confiar na competência da secção de pessoal”, reforçou a ex-autarca do PSD que liderou o executivo municipal daquela vila do distrito de Viana do Castelo entre 2001 e 2013.

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