Empresa minhota vai regenerar bairro social lisboeta

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A construtora Gabriel Couto vai construir mais 50 novos fogos integrados no realojamento na zona de alvenarias do Bairro da Boavista, um projecto da que a Câmara de Lisboa confiou à empresa minhota. Estas 50 novas habitações serão distribuídas por cinco blocos (10 lotes), contemplando tipologias evolutivas de T1 a T4.

Enquadrado no projeto Eco-Bairro e ao abrigo do PRR, este novo projeto promovido pela CML, têm um prazo de execução de 22 meses, e insere-se no desenvolvimento do plano de urbanização para o Bairro da Boavista que pretende reabilitar o bairro na totalidade, em especial as alvenarias, ao nível das construções precárias que estiveram na génese do bairro e que apresentam reduzidas condições de salubridade e habitabilidade, assim como permitir o realojamento dos habitantes no bairro. Da mesma forma, esta empreitada neste bairro de habitação social na capital visa melhorar, ainda, o espaço público e equipamentos.

“A adjudicação deste desafiante projeto, surge no seguimento de uma aposta muito forte do grupo Gabriel Couto na região de Lisboa nestes últimos anos. De realçar que esta empreitada será, de resto, a quarta intervenção do género desta construtora de V.N. de Famalicão na cidade de Lisboa, surgindo na sequência do projeto da Reabilitação do Bairro da Boavista – Fase 1, a Reabilitação do Bairro Padre Cruz e a da reabilitação do Bairro da Cruz Vermelha. De registar que no final destas quatro empreitadas, a empresa contribuirá para este plano de regeneração urbana levado a cabo pelo Município de Lisboa, com a construção de cerca de 300 novos fogos habitacionais, totalizando uma área de construção superior a 30.000 m2”, frisou a empresa.

Da autoria do gabinete de arquitetura ORANGE, as casas, em tipologias evolutivas de T1 a T4, serão preparadas para a construção de uma nova divisória sem aumento da área construída. Tal é conseguido com um sobredimensionamento da sala original, deixando circuitos elétricos independentes entre zonas (tomadas e iluminação), duplicação de portas de acesso e existência prévia de vão. Já no que diz respeito ao espaço público envolvente, o projeto tipo “Eco-Bairro” inclui pequenos espaços verdes, o reaproveitamento da água das chuvas para rega, eficiência energética com recurso a soluções de isolamento passivo e aquecimento de águas com recurso a energia solar.

A solução urbana aqui apresentada consiste na consolidação da rua e praceta como espaços urbanos, interligados por uma malha de percursos pedonais nascente-poente. Estas ligações evocam uma imagem familiar da cidade de Lisboa, onde a experiência do espaço urbano é fortemente caracterizada pela topografia acidentada da cidade.

Quantos às soluções construtivas previstas, a concepção do projeto baseou-se numa estratégia de otimização dos recursos naturais, materiais e logísticos necessários e no uso de técnicas construtivas cuja execução minimiza o desperdício durante o período de construção, com uma forte componente de alguns materiais pré-fabricados, estando ainda previsto a instalação de sistemas para aproveitamento de águas pluviais na irrigação das hortas.