Santoinho: a primeira grande romaria 

A comemoração dos 50 anos do Santoinho, em Darque, foi mesmo de arromba com uma festa de entrada livre que juntou mais de 10000 pessoas para assistir a um espectáculo que contou com Quim Barreiros, Augusto Canário, Sons do Minho e Zezé Fernandes. 

 “O Canário e o Quim Barreiros diziam-me que nunca se encontraram em agosto por causa das suas agendas loucas. Foi preciso o Santoinho juntá-los”, gracejou Valdemar Cunha, presidente da Fundação Santoinho.

“Em 50 anos, o Santoinho já fez muita gente feliz. Daqui para a frente, há responsabilidade social e de preservação de património. Há que repensar o Santoinho como uma marca na comunidade e sentir que este espaço tem uma vertente cultural e deve ser abraçado como um local de visita e parceria, por exemplo, com as escolas a visitarem os nossos museus e colaborarem para manter viva esta chama”, considerou Valdemar Cunha que lembra a génese deste espaço à semelhança de uma romaria. “Vamos ao Santoinho como vamos à Senhora da Cabeça ou à Senhora d’Agonia, mas não há interesse em fazer muitas festas, o que pretendemos é que este espaço seja visitado diariamente”, ressalvou o administrador.

A festa realizou-se no exterior da quinta e contemplou alguns momentos representativos do arraial cujo programa que se mantém inalterado desde a sua criação. Os quatro ranchos residentes do Santoinho marcaram presença a garantir a animação entre os concertos. No dia 6 de agosto, a “catedral” do Santoinho vai reabrir para o primeiro arraial do ano que se vai repetir nos próximos sábados. E em setembro, na recém-criada “praça dos corações”, os murais dedicados a Augusto Canário e Quim Barreiros vão juntar-se ao mural que já lá existe dedicado ao Vilarinho. As três peças artísticas são da autoria de Mário Rocha.