No cortejo de Chafé “toda a gente vai beber e comer”

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O cortejo e a procissão da Romaria de Nossa Senhora do Alívio e Nossa Senhora dos Milagres deverão juntar, cada um, mais de 300 figurantes. A expectativa é do vice-presidente da Comissão de Festas, Joaquim Peixoto, que garante que o programa “é de qualidade e capaz de atrair muitos visitantes” à freguesia. Há muitos anos ligado à comissão de festas (e à confraria) ajudando na sua organização, Joaquim Peixoto assume este ano, pela primeira vez, o cargo de vice-presidente. O presidente é, por inerência, o pároco da freguesia.

Ao “pegar no barco”, a preocupação foi a “de ter um bom programa, manter a animação e ter grupos de qualidade”.

“Procurámos músicos que não andassem muito pelas redondezas porque isso atrai pessoas à festa. Traz novidade”, diz, enquanto segurava o livro das festas na mão. FF é um dos nomes grandes da festividade. Em termos de animação haverá djs todas as noites, com exceção de domingo. A animação é tão importante que foram criados dois espaços. Um para os espetáculos e outro onde os djs atuarão e que “permite instalar, também, os bares”.

Chafé é uma freguesia que tem a sua história e usos e costumes. E isso mesmo vai-se refletir no cortejo que, a par da procissão, é um dos momentos que deixa Joaquim Peixoto mais orgulhoso. “Está bem organizado e tentamos impor rigor nos trajes e na forma como se representa aquilo que se fazia aqui antigamente”, justifica, assim, o seu gosto por aquele momento do programa. No total serão 24 carros no cortejo em que não falta comida para ofertar a quem vê passar o desfile. Joaquim Peixoto solta uma gargalhada e diz: “Alguns até se agarram ao carro para terem um bocado”.

O tema deste ano é o vinho. Já foram mais, mas Chafé tem produtores como a Casa da Reina e produtores caseiros.

Este é o culminar do trabalho de um ano da comissão que integra 11 elementos. “Dá trabalho e canseira” e algumas preocupações “para ver se corre tudo bem”. Outra luta é pagar as contas da festa. Com alguma criatividade, organizando convívios, cantando as janeiras ou fazendo uma excursão a Fátima lá se foi juntando dinheiro. “A gente de Chafé é muito bairrista e participa muito”, salienta Joaquim Peixoto, agora reformado, mas que na vida ativa foi operário fabril. “Com muito esforço o orçamento das festas, que foi de 80 mil euros, está garantido”, revela.

Joaquim Peixoto tem três filhos que participam no cortejo. A filha esteve no cartaz do ano passado. O filho produziu o deste ano. Motivos certamente de orgulho, mas para ele há mais: “Ver a gente feliz e muito animada. A festa não é para nós. Se vir o adro cheio até de madrugada será bonito.”

 

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