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Os pescadores costeiros que, na manhã desta sexta-feira, bloquearam os trabalhos do navio que está a instalar o cabo submarino, que ligará o parque eólico flutuante à rede instalada em Viana do Castelo, desistiram da ação de protesto, após reunião com o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Na origem do protesto dos armadores está a exigência de compensação pelos prejuízos causados pela interdição da pesca na envolvente do cabo submarino.

De manhã, cerca de uma dezena de embarcações costeiras impediu a continuação dos trabalhos de instalação do cabo que fará a ligação da futura central eólica da Windfloat Atlantic a terra. Os barcos estiveram a cerca de 13 quilómetros da costa de Viana do Castelo. Os pescadores costeiros querem que a REN os compense pela instalação do cabo.
Junto à Viana Pesca, um grupo de pescadores mantinha-se em contacto com as embarcações no mar e garantia que só desmobilizaria quando houvesse abertura para negociação. “Os nossos barcos estão lá em frente ao navio da REN que parou, entretanto, os trabalhos”, indicou José da Guia, presidente da Viana Pesca. O representante explicou que o grupo de 16 embarcações costeiras já foi compensado em cerca de um milhão de euros pela instalação das plataformas do parque eólico flutuante, mas reclama agora uma compensação pela instalação do cabo submarino que trará a energia para terra. “A instalação do cabo obrigou-nos retirar muitos aparelhos e causou-nos até avarias. E o que pretendemos é sentar-nos à mesa e negociar com a REN um valor compensatório que vá de encontro ao que estamos a ser prejudicados”, disse.