O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho (AECT Rio Minho) relembrou a importância dos territórios de fronteira a propósito da comemoração do 25.º aniversário da eliminação das fronteiras europeias que este ano fica marcado precisamente pela sua reposição por causa da pandemia Covid 19.

“A situação excecional em que nos encontramos realça a importância e a inter-relação dos territórios transfronteiriços como é o caso do Rio Minho, a passagem fronteiriça mais povoada entre Espanha e Portugal e a mais transitada da Península Ibérica, assim como as enormes consequências que a recuperação das velhas fronteiras representa para estes enclaves”, frisou o AECT Rio Minho em comunicado assinado pelo diretor Úxio Benítez e vice-diretor e autarca de Vila Nova de Cerveria, Fernando Nogueira.

De acordo com o balanço de atividades do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e GNR, nos primeiros dez dias desde que foi determinada a reposição temporária de fronteiras, a fronteira Valença-Tui foi a que registou mais afluência com 40.004 cidadãos controlados, seguindo-se a fronteira de Vila Verde da Raia, Chaves, com 12.534 cidadãos controlados.

“O território transfronteiriço do Rio Minho está a sofrer um duplo golpe. O fecho das fronteiras provoca vários condicionalismos impostos aos trabalhadores transfronteiriços. Contudo, e no contexto atual, esta decisão revela-se necessária e oportuna em prol da segurança e saúde pública das populações”, admitiu o AECT.