“Sinais alarmantes” motivam reabilitação do Convento de Paderne 

A Câmara de Melgaço anunciou um investimento de mais de um milhão de euros na reabilitação da igreja e convento da freguesia de Paderne, a partir do segundo semestre deste ano e com um prazo de execução de 19 meses.
“O investimento total ronda os 1.053.390,50 euros, sendo que os fundos comunitários garantem 500 mil euros. Já o financiamento público nacional, assegurado num protocolo com Estado, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) é de 553.390,50 euros”, explicou o presidente da Câmara de Melgaço.O objetivo da intervenção apresentada “é colocar o monumento ao serviço da estratégia regional de atracão de visitantes”, acrescentou.
De acordo com Manoel Batista, “o Relatório de Inspeção e Diagnóstico refere que a igreja de São Salvador apresenta sinais alarmantes de conservação, tanto do edificado como do seu recheio artístico, diversas patologias identificadas nos elementos constituintes da igreja e identificadas anomalias severas nas coberturas, nas paredes que apresentam graves problemas devido à má ventilação e ao obsoleto sistema de drenagem que não impede a água de entrar no interior da Igreja”.
“Devolver a dignidade material a este Monumento Nacional, que apresenta graves condições de conservação, com risco de perda de património, proporcionar adequadas condições de conservação, valorização e visitação a este Monumento, e potenciar a igreja como um recurso ativo para o desenvolvimento da Região Norte no âmbito do Turismo Cultural e Religioso, são os principais objetivos que tiveram por base esta candidatura”, explicou o autarca.
O processo de reabilitação “permitirá situar este bem como detendo um potencial elevado de atração da procura cultural, podendo ainda beneficiar da Rota dos Mosteiros, no âmbito do projeto Alto Minho 4D-Viagem no Tempo”, indicou.
O município de Melgaço concluiu ainda um investimento de 132.290 euros na conservação e valorização da Igreja das Carvalhiças.
A obra, comparticipada em 85% pelo PDR 2020, Programa de Desenvolvimento Rural, incluiu intervenções nos pavimentos, tectos, pinturas, fornecimento e aplicação de equipamentos de iluminação, entre outros.
A intervenção “foi pautada pelo rigoroso cumprimento dos princípios da intervenção em património cultural, não alterando a arquitetura ou funcionalidade do espaço, mas antes mantendo e valorizando as características que lhe conferem valor”, frisou o autarca.

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