Festa do Santoinho em Toronto vai ter 50 arcos de Viana 

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A Associação Cultural do Minho em Toronto realiza, este domingo, a festa de Santoinho, um evento que está de volta depois da paragem obrigatória devido à pandemia e que reproduz o “conceito e autenticidade” do arraial original, em Darque, Viana do Castelo. 

A festa conta habitualmente com a participação de cerca de duas mil pessoas e Valdemar Cunha, administrador da Fundação Santoinho, espera que desta vez não seja diferente, revelando que caberá a Rosa Portela representar a casa mãe, que assinala 50 anos de vida. Parte da bagagem já seguiu em direcção a Toronto, nomeadamente 50 arcos, copinhos e outras decorações que vão dar “um cheirinho” das renovadas ornamentações na tradicional marcha. “Eles têm lá todo este material e dez em quanto nós também mandamos, mas o que seguiu agora já faz alusão aos 50 anos do Santoinho”, explicou, mostrando-se satisfeito com o trabalho das comunidades por manterem esta festa. “Trata-se de uma cópia muito fiel do nosso Santoinho. Tudo é feito a rigor e dá a sensação que estamos no nosso Santoinho. Eu já lá estive lá e chorei de alegria”, declarou, destacando também os exemplos nas comunidades do Rio de Janeiro e Santos, ambas no Brasil. “Sempre com uma grande ênfase às raízes da casa mãe”, notou, garantindo que “o conceito Santoinho é inalterável”. 

“Têm sido umas festas fantásticas. É o perpetuar as noites de alegria da romaria da nossa região”, realçou, mostrando-se satisfeito com o facto da dinâmica dos arraiais ter regressado depois da pandemia. “Há uma pressão das pessoas a querer alegria e Santoinho é essa marca da cor, da luz e da alegria”, realçou, notando que a a adesão tem sido “enorme” nos arraiais em Darque, Viana do Castelo. “E a comemoração dos 50 anos de Santoinho marcou tanto com muitos romeiros a quererem voltar. É gratificante saber que o Santoinho está com uma força viva e os 50 anos demonstraram isso com 20 mil pessoas naquele dia”, vincou.