“A 100 igual é diferente de todas as outras” 

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Carla Alves sempre gostou de acessórios de moda e, quando ficou desempregada, viu nessa paixão uma solução profissional, que lhe permitiu abrir o seu próprio negócio. Primeiro começou por vender online e, poucos meses depois, abriu a loja “100 igual”, no interior da Fortaleza de Valença. 
“O nome da loja diz precisamente aquilo que somos: diferentes de todos os outros. O nosso logótipo tem o “100”, um “=“ e um sorriso, que é para as pessoas se sentirem especiais com um atendimento personalizado e sempre a sorrir”, explicou a proprietária de 37 anos. “A ideia da loja surgiu em janeiro de 2021, depois de ter ficado desempregada em dezembro. Trabalhava há muitos anos no comércio, na área das telecomunicações. Em plena pandemia, resolvi tentar vender acessórios no online e criei páginas nas redes sociais. Os acessórios são uma paixão e como não existem muitas lojas dedicadas exclusivamente aos acessórios apostei nisso”, contou a proprietária, satisfeita por ter visto o negócio evoluir, permitindo-lhe abrir uma loja no interior da Fortaleza de Valença. “Sabíamos que fora da Fortaleza tínhamos os clientes da cidade de Valença, mas no interior das muralhas temos a garantia de que, pelo menos aos fins-de-semana, termos muitos clientes porque é uma zona movimentada”, justificou, dando nota de que os seus principais clientes são os turistas estrangeiros, em especial os espanhóis, que visitam Valença, durante todo o ano. “Depois tenho muita afluência em alturas festivas, principalmente no Natal, com clientes de Valença, Cerveira e Monção”, acrescentou. 
Carla Alves confessa que a sua grande “luta” é conseguir cativar clientes da região. “Sempre tentei não trabalhar apenas para o turismo, embora as lojas da Fortaleza o façam na sua maioria. A minha luta é não depender apenas do turismo e chegar a mais pessoas de Valença e dos concelhos limítrofes. Seria muito bom que essas pessoas viessem fazer as compras à Fortaleza e acabassem com o mito que os produtos na Fortaleza são caros, pelo menos na minha loja não são”, assegurou.
Na loja, os clientes podem encontrar acessórios, na sua maioria, em aço inoxidável. “Temos brincos, colares, pulseiras, malas, carteiras e acessórios para cerimónias. Tudo que seja acessórios de moda podem encontrar aqui, para homens, mulheres e crianças. Temos uma boa relação entre qualidade e preço. Queremos que as pessoas com os nossos acessórios passem de um look básico para um look elaborado”, sublinhou.
É na loja onde os clientes mais compram, mas o próximo desafio é apostar num site de vendas. “Neste momento o maior volume das vendas é na loja física, as redes sociais servem, sobretudo, para publicitar os meus produtos e fazer algumas vendas. O próximo passo é ter um site, já tenho feito algumas formações nessa área porque quero ser eu a fazê-lo. Com isso, espero aumentar as vendas online”, desejou a empresária, salientando a ambição de abrir outra loja. “No futuro quero abrir mais uma loja, mas essa seria fora da Fortaleza”, revelou.
Sobre a possibilidade de retirarem os parques de estacionamento na Fortaleza, Carla Alves é contundente: “Tirar o trânsito da Fortaleza é impensável e todos os comerciantes são desta opinião. Se isso acontecer o comércio vai morrer, as pessoas não vão deixar o carro longe para irem à Fortaleza. No meu caso, os produtos são pequenos e fáceis de levar, mas em outros casos não estou a ver os turistas a carregar alguns produtos com os carros longe. Sem o parque de estacionamento podemos fechar a porta e ir embora.”