“A passagem das tropas napoleónicas em Ponte de Lima foi um episódio marcante da nossa história”

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O Município de Ponte de Lima realizou, através do Centro de Interpretação de História Militar, uma visita guiada e contextualizada sobre a passagem das tropas napoleónicas em Ponte de Lima. O mau tempo não permitiu cumprir o programa previsto da visita, mas os participantes consideraram a actividade “enriquecedora”. 

José Dantas, responsável pelo Centro de Interpretação da História Militar, foi o guia da atividade, que contou com 40 participantes. Explicou que o encontro surgiu de uma proposta no âmbito da criação da agenda de itinerários napoleónicos em Portugal, através da dinamização de atividades relacionadas com a presença das tropas francesas e as várias invasões a Portugal. “No nosso caso, como temos em Ponte de Lima o Centro de Interpretação de História Militar e um dos episódios mais significativos da nossa vila foi a defesa dela no dia 8 e 9 de abril de 1809, achamos que seria uma boa atividade fazer uma espécie de visita guiada e contextualizada, começando no Centro de Interpretação de História Militar e depois saindo para o exterior, visitando alguns lugares que foram importantes na passagem das tropas napoleónicas em Ponte de Lima”, acrescentou, notando que a visita “correu bem”, apesar da chuva. “É importante dar a conhecer este episódio marcante da nossa história e os participantes saíram bastante satisfeitos desta atividade”, considerou. 

Se a meteorologia tivesse permitido, o grupo teria visitado, não só o Centro de Interpretação Militar e a Capela das Pereiras, “onde os franceses colocaram peças de artilharia”, mas também  a ponte romana, “cortada pelo exército português para impedir o avanço dos franceses” e o Lugar do Rego do Azal, em Arcozelo, onde “houve escaramuças com muitos mortos nos dois exércitos”.

Dos 40 participantes, 35 eram alunos da Universidade Sénior de Ponte de Lima. Maria Calheiros é natural de Ponte de Lima e decidiu participar na atividade pelo “gosto” que tem à história. “Estou inscrita na Universidade Sénior na disciplina de história, e o professor convidou os alunos todos e viemos participar”, começou por dizer, considerando que o tema da visita foi “apelativo”. “Eu acho que vivi neste tempo dos reis e das rainhas. Na escola era muito boa aluna a história, era aluna de 19, e mesmo quando há cortejos históricos visto a roupa da época e adoro!”, gracejou a ex-funcionária pública, acrescentando que está a gostar de fazer parte da Universidade Sénior. “Estou a ocupar o tempo a ganhar mais conhecimento e também a passear, porque na Universidade Sénior também temos viagens de estudo interessantes”, concluiu. 

Eduarda Vale também é “apaixonada” por história e esteve presente no encontro. “Fui professora de história durante 40 anos na Escola EB2,3 António Feijó. É uma área que gosto, particularmente, e faço questão de participar neste tipo de atividades”, contou a limiana, que. faz parte da comissão instaladora da Universidade Sénior. “Este ano temos 76 alunos, com 12 disciplinas, e são pessoas que gostam de participar em vários tipos de atividades. Para esta atividade tivemos 35 inscrições”, atirou, notando que “valeu a pena” participar. “Foi muito enriquecedora a visita, valeu muito a pena, porque José Dantas é um excelente comunicador, consegue transmitir os conhecimentos de uma forma muito clara e as pessoas sentem-se perfeitamente integradas na atividade”, concluiu.