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raposa 214951A raposa que teima em aparecer no campo do Castelense, que milita na I Divisão AFVC, pode tornar-se na nova mascote do clube. A raposa já marcou presença em dois treinos do Grupo Desportivo Castelense. No relvado sintético do estádio Beira-Mar, situado junto ao mar, em castelo de Neiva, a raposa brincou com os cones que marcam os exercícios dos jogadores e até deu uns toques na bola, interagindo com o plantel. No último domingo, no final do jogo que opôs o clube da terra ao Ancorense, da primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Viana do Castelo, o animal voltou a aparecer em campo. Os momentos da raposa foram registados em vídeo por dirigentes do clube e, rapidamente, se tornaram virais. Nas redes sociais crescem os apelos para que se torne na nova mascote do Castelense. “Inicialmente pensávamos que seria um caso esporádico, mas o que é certo é que a raposa voltou. Se começar a ser presença constante teremos que equacionar. O coordenador técnico do clube já lançou o repto para que seja a nova mascote do clube. Quem sabe se não passamos de lobos a raposas do mar”, afirmou hoje à Lusa o presidente da assembleia geral. Paulo Lages adiantou que o assunto será abordado na próxima reunião do clube, no sábado, dia em que o Castelense irá comemorar 44 anos de existência. “Na reunião da direção, no sábado, iremos abordar o assunto. Há essa intenção depois do entusiasmo que esta situação criou”, referiu. Na margem esquerda do rio Lima, terra de pescadores, Castelo de Neiva tem uma “enorme zona verde”, entre pinhais e campos agrícolas. As raposas são presença habitual na freguesia, mas sem o à vontade desta raposa que, ao cair da noite, vai “mostrar as suas habilidades futebolísticas”. “Nota-se que é um animal jovem e que criou este à vontade com as pessoas. Achou piada em vir brincar com as bolas de futebol e tem vindo. Não sei o que a atrai, se é a luz, mas o que é certo é que aparece. Perdeu o medo e interage connosco. Se atiramos a bola, ela vai buscar. Se nos aproximamos demais ela foge” explicou Paulo Lages. Ao impacto que o caso suscitou nas redes sociais juntou-se a curiosidade de sócios, pais e familiares dos atletas do Castelense. “Parece uma romaria para ver a raposa dar uns toques na bola”, observou Na primeira aparição da raposa no treino do Castelense, Tânia Sá e Carolina Neiva, diretoras do clube, estavam no estádio e ficaram incrédulas. Registaram o momento através do telemóvel e partilharam nas redes sociais a “naturalidade” com que o animal “brinca com as bolas”. “Está muito à vontade com as pessoas. Deixa-nos aproximar até cerca de dois metros, mais do que isso não. Quando vê a bola vai atrás dela. É a primeira vez que isto acontece no clube e, nas redes sociais muita gente já pede para seja a mascote do clube”, explicou Tânia Sá. A descontração da raposa deixa todos desarmados: “Até parece domesticada. Aqui no clube não a não alimentamos, mas há galinheiros nas redondezas do estádio onde têm faltado galinhas”, brincou Tânia Sá.